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6 de jan de 2015

Solitário

Era um domingo quente. Era por volta das 12h50, quando eu estava sozinho em meu quarto, ouvindo música. Meus pensamentos iam longe ao som de Latino. O dia havia sido muito tedioso, a ponto de me entreter com o De Volta pra Minha Terra, e o Pesca Nativa.

Na sexta-feira eu havia levado um fora de minha amada. Porque essas coisas aconteciam só comigo? Meus amigos haviam tirado muito sarro... Apenas um me "apoiou" (pimenta no cu dos outros é refresco né). E no sábado um urso havia fugido do zoológico. Que urso inteligente... Fugir, ser livre.

Naquela noite de domingo, resolvi então usar a internet para matar o tempo, esses navegadores. Assisti, então, um filme chamado "Um Pistoleiro Chamado Papaco". Foi muito interessante, inspirador e cultural. Um pouco mais tarde um amigo meu me chamou por mensagem para conversarmos. Conversamos por algum tempo, e então fui contar uma piada. Perguntei "porque o bandido pegou resfriado?", e ele respondeu "porque pegou vento" e eu disse "ERROOOOOU". Bum. Foi nessa hora que uma estática atingiu o PC. Um vento forte entrou no quarto. A música do Latino foi cortada, e as luzes começaram a piscar. A porta abriu com um baque, e uma figura enorme com uma camisa xadrez e um relógio gigante no pulso com algo que parecia um vidro de shampoo na mão.

- VOCÊ ACABA DE INVOCAR OS PODERES FAUSTIVOS COM O SEU "ERROU". - disse aquela voz pesada, carregada de um sotaque... Não sei dizer, mas era de algum país da Europa.

Um frio percorreu minhas entranhas. O que era aquilo?

Meu dia já estava chato o suficiente. Aquilo era um demônio? O pai da garota que eu pedira em namoro? Um sonho?

- ERROU, ERROU... Não acertou. - aquela voz explodiu. - Sim, posso ler seus pensamentos.

Eu queria gritar, correr...

- Oloko bicho. - riu ele.

Ele entrou e falou em algumas línguas estranhas. Espanhol? Acho que não. Francês? Não... Talvez italiano? É acho que não ia entender. Ele se nomeou Fausto Silva, e que era o espírito que ajudam as pessoas que erram na vida. Me deu dicas de cantadas para garotas e como ser mais sociavel.

Ele não se tardou e foi embora dizendo:

- Não aja mal... Ou não poderei perdoa-lo.

Eu não conseguia definir se fora ou não real. Nunca esquecerei aquilo... O que fazer? Não agirei mais errado...

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