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1 de mar de 2015

A Verdadeira História da Bela Adormecida

"Em seu batizado, a recém-nascida princesa Aurora é vítima de uma maldição rogada pela perversa fada Malévola, no qual ela espeta o dedo no fuso de uma roca de fiar ao completar seus 16 anos de idade e cai no sono da eternidade. Estarrecidos com o terrível destino da filha, o rei e a rainha mandam secretamente que ela seja criada no campo por suas três fadas-madrinhas: Flora, Fauna e Primavera, até que chegue o esperado dia do seu décimo sexto aniversário.

Aurora cresce com graça e beleza, sem saber que é na verdade a herdeiro do trono daquele reino, e muito menos que fora amaldiçoada desde o nascimento. Ela, porém, acaba se apaixonando pelo galante Philip sem mesmo saber que trata-se de um príncipe prometido a sua mão. No dia do seu décimo sexto aniversário, porém, Aurora é levada de volta ao reino, onde inevitavelmente a maldição se concretiza e a princesa cai num sono profundo.

Enquanto isso, o príncipe Philip, com a ajuda das três boas fadas, enfrenta Malévola até finalmente derrotá-la e livrar a princesa da maldição com um beijo de amor verdadeiro."


Esta é sinopse do infantil desenho feito pela Disney... Dependendo do seu estado momentâneo, pode até ser uma sinopse interessante... Mas assim como Frozen, Valente, entre outros, há sim uma história por trás do conto de Aurora.

O original se chama "Sol, Lua e Talia", de Giambattista Basile.

Como no título, o nome original de Aurora é Tália. Após o nascimento da filha de um grande senhor, Tália, sábios homens e astrólogos traçaram o horóscopo da criança e disseram ao senhor que ela seria ameaçada por uma farpa de linho. Para proteger sua filha, o pai ordena que nenhum linho jamais seja trazido para sua casa. Anos mais tarde, Tália vê uma velha mulher fiando linho em um fuso, ela pergunta à mulher se ela mesma poderia fiar o linho, mas, logo que começa a girar a roca, uma farpa do linho entra sob sua unha e ela cai no chão aparentemente morta. Incapaz de suportar a ideia de enterrar sua filha, o senhor coloca Tália em uma de suas propriedades rurais.



Algum tempo depois, um rei, caçando próximo a floresta, segue o seu falcão para a casa rual do senhor e encontra Tália. Ele tenta acordá-la e, sem sucesso, diferente da parte infantil, o rei estupra Tália diversas vezes.. Depois, ele deixa a menina na cama e retorna a sua própria cidade. Ainda em seu sono profundo, Talia dá à luz a gêmeos (um menino e uma menina). Um dia, a menina não consegue encontrar o seio de sua mãe, começa a chupar o dedo de Talia e acaba tirando fora a farpa de linho. Talia desperta imediatamente. Ela dá os nomes de "Sol" e "Lua" a seus filhos, e vive com eles na casa.


O rei retorna para outra diversão sexual e encontra Tália acordada e os gêmeos. No entanto, ele já é casado e chama os nomes de Tália, Sol e Lua em seu sono, e sua esposa, a rainha, o ouve. Ela obriga o secretário do rei para lhe dizer tudo e, através de uma mensagem forjada, leva os filhos ilegítimos de Tália ao tribunal. A rainha então, ordena o cozinheiro a matar as crianças e servi-las ao rei. Mas o cozinheiro os esconde e cozinha dois cordeiros em seus lugares. A rainha insulta o rei enquanto ele come e abre o jogo do que fizera para o jantar.

Finalmente, a rainha leva Tália ao castelo e ordena uma grande fogueira e tenta queimá-la, mas quem acaba queimada é ela. O rei ouve os gritos de Tália, e após as especulações, ordena que a Rainha, seu conselheiro e o cozinheiro sejam queimados. O cozinheiro, em desespero, explica o que fizera, e se livra com uma boa recompensa e uma ala no castelo, enquanto encerra-se o julgamento com os gritos agonizantes da rainha e do conselheiro real sendo dilacerados vivos... 


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